Folha de Pagamento de Professor

A folha de pagamento de professor segue, em sua grande maioria, uma forma de cálculo dos seus vencimentos bastante padronizada: o seu salário mensal é uma base fixa e, a partir dele, se calculam horas extras, faltas e retenção de tributos como o INSS. Tudo bem, mas toda regra tem sua exceção – e a mais conhecida delas talvez seja a dos professores. Toda a folha salarial destes servidores pode ser subvertida em outros padrões ou então – exceção da exceção – podem ser mantidos os padrões originais para a produção do holerite.

Pode parecer confuso, mas não é (tanto assim). Para entender melhor, vamos explorar dois conceitos básicos: salário/mês e salário/hora-aula.

Professor Mensalista e Professor Aulista: As Diferenças

O educador brasileiro, assim como qualquer outro, é um membro da classe trabalhadora do país. Mas o mesmo educador brasileiro, assim como em diversas partes do planeta, pode ter seus salários medidos de formas diferentes. Baseados na seção XII da CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho, entram em ação as figuras dos professores mensalistas e aulistas, que definem como será calculada a folha de pagamento deste.

Com o empregado mensalista (mais comum em escolas particulares de ensino fundamental e médio) a diferença para um trabalhador comum é quase nenhuma. A base de cálculo é a mesma. Já para o professor que é pago pela aula o cálculo sofre pequenas alterações.

O aulista não tem salário definido, mas sim um valor pago pela chamada “hora-aula”, um período que compreende 50 minutos. Normalmente, as escolas de ensino fundamental mantém 6 aulas por turno; as de ensino médio 5, e ensino superior 4 – mas os números podem variar de instituição para instituição.

Folha de Pagamento de Professor

Se um professor de ensino médio leciona as cinco aulas de um turno, ele receberá o equivalente a estas cinco-horas. Caso ele mantenha este ritmo em dois turnos diários (10 horas aula), vezes cinco dias da semana (50 horas-aula), durante as quatro semanas do mês, ele terá o equivalente a 200 horas-aula a serem recebidas, além dos benefícios tradicionais.

Ficou difícil entender? Imaginemos o Walter, um químico fictício que está procurando uma nova forma de ganhar dinheiro. Então ele resolve ganhar mais para incrementar a renda, e escolhe assim dar aulas pelo governo paulista. Veja o que aconteceria.

O Caso de Walter

Walter resolveu se inscrever num concurso do governo e hoje dá aulas em um colégio próximo de sua casa, como professor aulista. O seu ritmo de aula é de quatro aulas por dia, cinco dias por semana. Ao final do mês, ele deu 80 horas-aula no total.

Em 2013, a média da hora-aula no governo paulista era de R$ 9 e, com 80 aulas na semana, a folha de pagamento dele não indicaria um salário bruto de mais de R$ 720, além de benefícios e descontos. O seu holerite seria composto da mesma maneira que os de professores mensalistas, mas a base de cálculo seria flutuante – ou seja, dependeria diretamente da quantidade de aulas oferecidas por Walter.

Não somos ninguém para julgar o valor acima, mas não nos assustaríamos se ele escolhesse outra carreira além desta.

3 Comentários para “Folha de Pagamento de Professor”
  1. Aparecida buzaneli
  2. Aparecida buzabeli
  3. Diva Gonçalves Rogério